notícias

No dia 28/8 o Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, participou como Moderador do Painel de Abertura da Gás & Energy Week.

O Painel, intitulado “Política, Transição e Regulação de Gás e Energia: Política Federal de Gás e Energia, Rumos da Transição Energética e Perspectivas Regulatórias” abordou importantes temas relacionados a Transição Energética, Gás Natural e Aspectos Regulatorios.

Participaram do Painel como Debatedores: Symone Araújo, Diretora da ANP; Vladimir Macedo, Conselheiro da AGENERSA e da ABAR; Álvaro Tupiassu, Gerente Executivo de Gás e Energia da PETROBRAS; Sylvie D’Appote, Diretora Executiva de Gás Natural do IBP; e Vinícius Benevides, Presidente da ABAR.

Como principais mensagens, temos: há uma transição energética em curso para economias de mais baixo carbono; o gás natural é um importante energético nessa transição; nos últimos anos o Brasil avançou muito na abertura do mercado de gás natural, principalmente a partir de abril de 2021 com a aprovação da Nova Lei do Gás; e ainda há muito o que se fazer em relação a regulamentação da Nova Lei.

29/08/2023

Um trio de olho no bilionário mercado que converte plataforma de petróleo em sucataCoelho, Mercês e Destri vão explorar filão conhecido como descomissionamento

José Mauro Coelho, que ocupou a presidência da Petrobras no ano passado, já decidiu qual será seu foco nos próximos anos: ao lado de dois sócios, vai explorar o bilionário mercado de “aposentadoria” de plataformas de petróleo. Juntaram-se a ele na empreitada Guilherme Mercês, ex-secretário de Fazenda do Rio, e Mauro Destri, que foi da Petrobras por três décadas e hoje é consultor.

Os três serão sócios de um novo braço da consultoria Aurum Energia, de Coelho, exclusivamente focado no filão conhecido como descomissionamento. Ele abrange o desmonte, o desmantelamento e a destinação da sucata das unidades.

O processo é necessário porque as plataformas têm “data de validade”: sua vida útil é de cerca de 25 anos. Como foi no fim dos anos 1990, com a abertura do mercado de petróleo no Brasil, que a produção deu um salto, o país se prepara para aposentar mais de uma centena de unidades em um curto espaço de tempo.

A tarefa exige investimento pesado. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) calcula que foram gastos R$ 6 bilhões com ela só no ano passado e estima que R$ 9,8 bilhões serão aplicados este ano. Entre 2022 e 2026, a cifra acumulada será de R$ 51,5 bilhões — sendo R$ 30 bilhões no Rio. Só a Petrobras prevê gastar US$ 9,8 bilhões (R$ 48 bilhões) com isso até 2027.

— Essa é a grande oportunidade do setor nos próximos anos, e há espaço para empresas que vão desde aquela que efetivamente vai cortar os dutos até para terminais portuários, passando pelo setor de reciclagem. A cadeia é enorme — explica Coelho.

A Aurum vai prestar consultoria e planejamento para toda sorte de ator dessa cadeia, diz Mercês, que também foi economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Firjan:

— Esse mercado vai exigir expertises complementares, desde a identificação dos ativos até a parte tributária, da regulação ao aspecto ambiental.

Os três se juntaram há 15 dias e querem agregar mais dez pessoas ao time. A prospecção de negócios vai começar agora. Os serviços irão da assessoria aos leilões da Petrobras à gestão do desmantelamento em si.

— A gente vai estar de olho nos projetos de descomissionamento da Petrobas, mas não vamos nos ater apenas à empresa. Todas as companhias que têm o que explorar nesse nicho precisarão de inteligência de mercado para atuar — argumenta Mauro Destri.

23/08/2023

José Mauro Coelho, Presidente da AURUM ENERGIA e Ex-Presidente da PETROBRAS, concedeu entrevista nessa terça-feira (15/08/2023) para o Jornal da Jovem Pan.

Entre outros assuntos a entrevista abordou o aumento do preço da gasolina (R$ 0,41/L) e do diesel (R$ 0,78/L) anunciado nesta terça-feira pela PETROBRAS e que passa valer a partir de amanhã (16/08/2023). Ainda no setor de petróleo, outros temas foram tratados, como a possibilidade de privatização da PETROBRAS e o preço de paridade de importação (PPI) para combustíveis.

A entrevista também abordou a falha de fornecimento de energia elétrica que atingiu, nessa mesma terça-feira o País, com maior impacto nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas também em algumas localidades do Centro -Oeste e do Sudeste.

17/08/2023

O Complexo Industrial Portuário de Suape vai receber a instalação de um Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL). Com um aporte financeiro de R$ 2 bilhões, o Regás vai gerar ainda 240 empregos diretos, garantindo assim maior competitividade comercial à Pernambuco.

O anúncio foi feito pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em evento na manhã desta sexta-feira (16), no Palácio do Campo das Princesas, no Recife.

A partir do novo equipamento no Porto, as indústrias que atuam no setor e toda a cadeia produtiva do Estado terão mais opções de acesso ao produto.
 
Para a viabilização do terminal, a administração da estatal portuária iniciou processo de licitação pública para exploração do Cais de Múltiplos Usos (CMU).

A holding brasileira OnCorp, presente nos mercados do Brasil e da Argentina, cuja atuação está voltada para o setor de produção e serviços de geração de energia, foi a vencedora do processo de seleção e arrendou o Cais de Múltiplos Usos, que passará a funcionar, exclusivamente, para esse tipo de operação.

Segundo o Grupo OnCorp, a obra inicia já começa na próxima semana e a previsão de término é em dezembro de 2023.

A operação do terminal contará com a participação da Shell, gigante multinacional do setor de óleo e gás. Uma das primeiras companhias a receber o gás da Shell, via Terminal de Regás, será a Termopernambuco, termoelétrica de 498 MW vencedora de Leilão de Reserva de Capacidade de 2021.

O CMU está localizado na área do porto organizado. Ao longo das obras de instalação, serão criados centenas de empregos temporários.

A operação do terminal funcionará por meio de um navio-indústria conhecido como Floating Ship Regaseification Unit (FSRU), que ficará ancorado no Cais de Múltiplos Usos.

“A assinatura dessa instalação é mais uma meta que tínhamos do desenvolvimento do nosso Estado. A area de gás é estratégica e vai alimentar nossa indústria, sendo um parceiro importante da Copergás, fazendo a gente chegar onde ainda não chegamos. Investir em Pernambuco vale a pena”, disse o governador do Estado, Paulo Câmara. 

O diretor executivo do Grupo OnCorp, João Mattos, contou que o empreendimento será instalado em Pernambuco por estar em uma posição privilegiada

“É um investimento que só de obras de engenharia é de R$ 240 bilhões e R$ 1 bilhão no equipamento. O Estado foi escolhido por sua posição, que foi um definidor. Para conseguir fornecer para outros estados do Nordeste, é mais fácil. E Suape tem vocação diferenciada, você não encontra isso em outros portos”, contou. 

A área arrendada para uso do terminal é de 33.375 metros quadrados, e o Porto de Suape será remunerado pela cessão da área do CMU no valor global de R$ 6.295.860,00, para um período de 48 meses de contrato.

16/12/2022

O presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, afirmou, nesta 4ª feira (18.mai.2022), que a transição energética em escala global será lenta, mas que o Brasil já está em posição até 40 anos à frente da de outros países, por ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. As declarações foram dadas durante o congresso Mercado Global de Carbono, promovido pela Petrobras e pelo Banco do Brasil.

“É preciso destacar que mesmo nos cenários mais acelerados de transição, o mundo demandará petróleo por décadas. Como também nos mostra a História, acreditamos que essa transição será lenta. Nesse s…

Leia mais no texto original:
(https://www.poder360.com.br/energia/transicao-energetica-sera-lenta-diz-presidente-da-petrobras/)

23/11/2022

O ex-presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho disse nesta quarta-feria (26), aqui no Recife, que o conflito da Rússia com a Ucrânia redefiniu o conceito internacional de segurança energética a partir da constatação que a Globalização não garantia isso a todos os países. Esse fato acabou redirecionando políticas e estratégias do países a partir de uma nova realidade que se impôs e que deve ser o ponto de referência daqui para frente.

Ferreira Coelho, que após a quarentena depois que deixou o comando na Petrobrás, passou a ser conselheiro de novos negócios da Oncorp, gigante do setor energético e que atua também aqui no Recife, falou sobre a questão da transição acelerada de uma economia de baixo carbono.

Segundo ele, isso estava sendo planejado para daqui a, ao menos uma década. Mas que, devido a entrada de novos e atores e novos players na geração de energia, foi necessário a reprogramação dos investimentos de várias empresas do setor elétrico com a estruturação de vários negócios que estavam desenhados para daqui a muito mais anos.

Ele falou da mudança que o Brasil, um país conhecido pela limpeza de sua matriz energética,  que já sabe que não terá como optar pela construção de novas usinas dentro do conceito clássico de geração de grandes reservatórios. E isso abriu a oportunidades da geração de energia em novas modalidades, especialmente, solar e eólica além nopvas termelétricas.

Não há mesmo grandes possibilidades dos mega projetos hidráulicos. Mas há um enorme mercado para projetos de energia firme a partir de fontes como o gás natural que devem dar o suporte para a geração quando as eólicas e solares deixam de produzir.” diz o executivo.

A novidade é que empresas como a Oncorp já perceberam que é possível e estão desenvolvendo projetos que podem não só reduzir a emissão de carbono e, em breve, até ofertar créditos de carbono no mercado global.

Oncorp atua na produção e serviço de geração de energia termoelétrica independente. Por meio do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A empresa atualmente contribui em cinco grandes projetos do Sistema Interligado de Energia Nacional, gerando mais de 600 MW/mês que são distribuídos pelo território brasileiro.

Ferreira Coelho falou sobre o mercado de novas térmicas que utilizam novas tecnologias com menos consumo de gás natural e sua combinação com plantas de geração solar e sistemas de armazenamento podem ser tão eficientes que o balanço energético poderá gerar créditos de carbono.

Esse é o caso de uma usina da Oncorp em Roraima que está apta a gerar créditos de carbono no futuro por combinar um turbina a diesel com uma planta solar e um sistema de armazenamento (BESS) desenvolvido pela Moura numa planta que substituirá uma geração a diesel.

A empresa está colocando uma nova turbina a diesel e que, nos próximos anos, será substituída por uma a gás natural cuja operação deverá ser tão eficiente ao ponto de gerar créditos de carbono.

Para José Mauro Ferreira Coelho esse será uma nova realidade pois, mesmo com o crescimento das plantas e energia verde, em algum momento do dia os consumidores terão que ser atendidos de alguma forma de geração hidráulica ou térmica.

Ele reconhece as dificuldades que países como o Brasil comunicar essa realiade já que o conceito de ter apenas geração de energia limpa está sendo levado ao extremo. Mas ele também adverte que o mercado não pode prescindir de ter plantas de geração de energia firme.

“O desafio do setor é encontrar uma forma de comunicar a necessidade dessa modalidade no sistema nacional de energia”, adverte o ex-presidente da Petrobras.

Para o executivo, a novidade é que com as novas plantas as empresas, não apenas se economiza gás natural bem como emitirá menos CO2. E ainda podeeá combinar outras tecnologias como agregar plantas solares e acumuladores de energia, diz o ex-presidente da Petrobras.

Para ele, o grande desafio do setor é comunicar isso de forma eficiente. Mostrar ao consumidor que por trás de uma planta fotovoltaica e de outra eólica precisa haver um suporte de uma energia firme. O que as empresas estão fazendo em montando conjuntos que reúnem várias tecnologias.

Oncorp está construindo uma planta, de Roraima, onde estará produzindo 12 megawatts em 2023. A nova planta no futuro vai retirar 18 toneladas de CO² por estar combinada com geração fotovoltaica e um conjunto de baterias que pode armazenar parte dessa energia.

Ela também está negociando com um projeto que substitui a planta de geração de energia a diesel do Arquipélago de Fernando de Noronha por uma com geração a gás natural limpando a matriz da ilha.

Em outra frente de atuação, a empresa está fechando com a Copergás e o Governo do Estado de Pernambuco um projeto que visa implantar um “gosoduto virtual” para – com o uso de caminhões- atender ao pólo gesseiro do Estado na região de Araripina/Pernambuco.

Leia o texto original:
(https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/jc-negocios/2022/10/15107879-ex-presidente-da-petrobras-diz-que-seguranca-energetica-virou-prioridade-das-nacoes-apos-conflito-russia-x-ucrania.html)

23/11/2022