A empresa está olhando o afretamento de duas opções de FSRU para iniciar as operações em 2025
A OnCorp informou que pretende iniciar entre fevereiro e março do próximo ano a segunda fase do projeto de revitalização do Terminal de GNL do Porto de Suape, que terá capacidade de 11 milhões a 14 milhões de m³/dia de gás natural.
Segundo a empresa, em agosto foi concluída a primeira fase do projeto de revitalização do píer onde será instalado o terminal, obra que contou com a substituição de placas com problemas de drenagem.
Também foram ampliados os postos de respostas de emergência para atender ao projeto.
E agora a empresa está olhando o afretamento de duas opções de FSRU para iniciar as operações em 2025 enquanto analisa os movimentos da Petrobras no seu retorno ao mercado de gás no Nordeste, conta o diretor-executivo da OnCorp, João Mattos.
“A Petrobras voltou com tudo para as chamadas das distribuidoras. Temos que ver como isso vai afetar os preços. Ele (o preço) vai ser um balizador para o gás que será utilizado na região. Se isso vai ser piso ou teto só o tempo dirá”, diz o executivo.
Em julho, a OnCorp conseguiu enquadrar o projeto do terminal no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), que prevê R$ 20 milhões em suspensões fiscais para a unidade de regaseificação.
O projeto prevê investimentos de R$ 300 milhões e vai, de acordo com a empresa, abastecer a usina TermoPernambuco, da Neoenergia. Também está em negociação um outro contrato com a distribuidora de gás do estado, a Copergás.
A empresa olha projetos de pequena escala para interiorizar o gás natural e estima disponibilidade para novos 2GW de energia com o gás chegará via GNL em Suape.
Segurança e estabilidade jurídica e regulatória são fundamentais para a atração de investimentos e o sucesso do setor de descomissionamento, escrevem José Mauro Coelho, Guilherme Mercês, Mauro Destri
A saga da produção de petróleo offshore no Brasil teve início em 1968, quando registramos a nossa primeira descoberta no mar, no campo de Guaricema, no litoral de Sergipe. A produção na jazida foi iniciada cinco anos depois, em 1973, com a instalação da primeira plataforma fixa (P-1) de produção no mar brasileiro. Completamos 50 anos desse marco histórico da indústria nacional do petróleo.
Nesse período, diversas outras descobertas foram realizadas em águas rasas sergipanas, assim como em outras localidades do litoral brasileiro. Desbravamos profundidades cada vez maiores e alcançamos o pré-sal. Hoje, somos referência mundial na indústria de petróleo offshore.
Plataforma P-1 no Rio, em 1968, já pronta para operar no campo Guaricema (SE), o primeiro do Brasil (Foto: Petrobras)
O despertar do descomissionamento offshore no Brasil
O Brasil possui uma grande quantidade de plataformas marítimas de produção de petróleo e gás. São mais de 170 instalações espalhadas pelo litoral brasileiro. Desse total, 55 unidades (50 fixas e 5 semissubmersíveis) possuem mais de 25 anos de existência. Essas plataformas estão localizadas nas bacias de Sergipe (P-23), Campos (P-16), Ceará (P-9) e Potiguar (P-7). Algumas encontram-se inativas.
Considerando-se que, em média, a vida útil de plataformas marítimas varia em torno de 20 a 30 anos, o Brasil possui enorme potencial em atividades de descomissionamento de instalações de petróleo offshore.
A Resolução ANP nº 817, de 24 de abril de 2020, define o descomissionamento como o “conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos e à recuperação ambiental da área”.
O descomissionamento offshore é um grande desafio para a indústria do petróleo e gás natural. Como um quantitativo cada vez maior de unidades de produção está se aproximando do fim da vida útil, esse tema tem recebido atenção crescente dos stakeholders da indústria petrolífera, incluindo operadores, órgãos reguladores e governos locais.
Atualmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) contabiliza 82 Programas de Descomissionamento de Instalações (PDI) aprovados. Destes, 34 são de projetos em ambiente offshore.
Potencial bilionário
As atividades de descomissionamento devem atrair grandes investimentos no mundo nos próximos anos e o Brasil apresenta um dos maiores potenciais nesse negócio. Estudos apontam que os investimentos globais no descomissionamento offshore podem alcançar US$ 85 bilhões na década de 2020, e o Brasil é o terceiro maior mercado para receber esses recursos.
A ANP estima que os investimentos em descomissionamento no Brasil sejam na ordem de R$ 57 bilhões para o período de 2023-2027, incluindo instalações terrestres e marítimas. Mais da metade dessa quantia será aplicada em atividades relacionadas ao abandono permanente e arrasamento de poços. São quase 7 mil poços a serem descomissionados nos próximos anos, sendo mais de 600 no ambiente offshore. As bacias de Campos, Santos e Sergipe concentram grande parte desses investimentos.
Um oceano de oportunidades
O potencial do descomissionamento no Brasil é gigante e implica novas oportunidades de negócios para a indústria local. Contudo, essa indústria no País ainda se encontra em estágio de baixa maturidade, havendo a necessidade de ampliação da capacitação técnica e de desenvolvimento de uma cadeia integrada de serviços especializados.
Por se tratar de uma atividade de alta complexidade e que exige mobilização de grandes recursos financeiros, a promoção de um ambiente legal e regulatório seguro e estável é fundamental para a atração de investimentos e o sucesso das atividades econômicas vinculadas ao descomissionamento.
Dessa forma, o descomissionamento de instalações de petróleo e gás natural offshore pode ter um papel destacado no Brasil como indutor de desenvolvimento econômico e de geração de emprego e renda.
Este artigo expressa exclusivamente a posição dos autores e não necessariamente da instituição para a qual trabalham ou estão vinculados.
José Mauro Coelho, Guilherme Mercês e Mauro Destri são sócios da Aurum Descomissionamento.
O Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, moderou, nesta quinta-feira (26/10), painel que tratou das Perspectivas dos Setores de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis no Congresso Ibero-Brasileiro de Energia (CONIBEN 2023).
Participaram do painel as seguintes autoridades:
Clara Rey: Diretora de Sustentabilidade da REPSOL
Daniel Elias: CEO da PETROGAL Brasil e Country Chair GALP
Mauricio Tolmasquim: Diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da PETROBRAS
Pedro Assumpção: Sócio do Grupo URCA Energia
O Painel tratou de diversas ações que vêm sendo implementadas pelas empresas no âmbito da transição energética em curso.
O Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, realizou palestra nessa quinta-feira (26/10) sobre Planejamento e Transição Energética no Congresso Ibero-Brasileiro de Energia (CONIBEN 2023).
A palestra abordou vários temas, entre eles: o contexto de transição energética, o Brasil como potência energética, matriz energética brasileira, perspectivas do setor de petróleo no Brasil, perspectivas para os biocombustíveis, e o Projeto de Lei Combustível do Futuro.
Participaram ainda do painel o Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado e o Diretor da Companhia Paranaense de Energia (COPEL), Moacir Bertol.
O Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, participa nessa quinta e sexta feira (26 e 27/10) da Conferência Ibero-Brasileira de Energia (CONIBEN 2023), em Lisboa, Portugal.
O CONIBEN 2023, nesta segunda edição, tem o propósito de discutir a transição energética de forma interativa, com palestras e exposição de projetos, produtos e serviços relacionados ao segmento de energia, além de estreitar a troca de experiências entre Brasil, Portugal e Espanha.
Através de 9 painéis serão debatidas visões e experiências dos especialistas com perspectivas relacionadas a transição e segurança energética, descarbonização, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico, além de energias renováveis, hidrogênio, petróleo, gás natural e biocombustíveis.
O Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, esteve nesta quarta-feira (25/10) no Município de Seixal, Portugal, visitando a empresa FLOENE.
A FLOENE é a maior distribuidora de gás natural de Portugal e atualmente possui um Projeto Piloto de injeção de hidrogênio verde em uma malha de gás natural na região. O Projeto prevê uma mistura de até 20% de hidrogênio verde com o gás.
O hidrogênio verde é produzido através da eletrólise da água, utilizando energia elétrica produzida através de fonte solar fotovoltaica. A produção deste energético renovável é feito pela empresa PRF.
No dia 9/10 tive o prazer de receber das mãos dos Professores Donato Aranda e João Monnerat convite para ocupar uma Cadeira no Conselho Consultivo do Laboratório de Intensificação de Processos e Catálise (LIPCAT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O LIPCAT se destaca como um dos principais centros de pesquisa focados no desenvolvimento de processos de conversão química inovadores, eficientes e com menor impacto de carbono.
A abordagem multidisciplinar e singular reúne expertise em catálise, avançando no desenvolvimento de materiais, desde a escala laboratorial até a comercial.
Além disso, o LIPCAT possui pesquisadores com profundo conhecimento em técnicas de intensificação de Processos, incorporando tecnologias contemporâneas como manufatura aditiva, inteligência artificial, micro-ondas e micro reatores. O Laboratório tem como missão fornecer a indústria soluções pertinentes para a transição energética e a química verde.
Assim, o LIPCAT está firmemente conectado ao setor produtivo e a sociedade, garantindo que suas pesquisas, estudos e inovações gerem impactos significativos na vida cotidiana.
O Conselho Consultivo do LIPCAT tem como objetivo estreitar e fortalecer a relação do Laboratório com os interesses da sociedade brasileira e a responsabilidade de deliberar sobre as áreas prioritárias para as pesquisas e estabelecer parcerias estratégicas com outras entidades.
Tive a oportunidade de participar hoje (6/10/23), em Campo Grande/MS, de um evento organizado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pela COPA ENERGIA.
O evento teve como objetivo celebrar o início de Projetos de cooperação entre as duas instituições: o primeiro para a geração de energia elétrica a partir do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e o segundo para analisar o potencial desse energético na produção de peixes das espécies pacu e tilápia-do-nilo.
Participaram do evento o CEO da COPA ENERGIA, Caio Turqueto; o Reitor da UFMS, Marcelo Turine; o Presidente do SINDIGAS, Sérgio Bandeira de Mello; o Superintendente de Produção de Combustíveis da ANP, Bruno Atalla; Cléber Hamada, Diretor de Estratégia e Novos Negócios da COPA ENERGIA; entre outras autoridades.
Importante ressaltar que atualmente o uso do GLP no Brasil é vedado legalmente para algumas aplicações. É urgente que o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revejam essas vedações e libere o uso do GLP para importantes outros usos.
Nesta segunda-feira (04/09), o Presidente da AURUM ENERGIA, José Mauro Coelho, participou em Recife/PE, do Fórum Nordeste 2023, promovido pelo Grupo EQM, no Painel intitulado “Programa Combustível do Futuro: Próximas Etapas”.
O Fórum Nordeste 2023 é um tradicional evento, que tem como objetivo principal discutir os desafios e oportunidades nos setores de biocombustíveis e energia limpa, no âmbito do cenário de transição energética para economias de mais baixo carbono, pela qual o mundo passa.
Participaram do Painel “Programa Combustível do Futuro: Próximas Etapas”, além de José Mauro Coelho, o Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes; o Presidente do Sindaçúcar/PE e Vice-Presidente da FIEPE, Renato Cunha; o Diretor Superintendente da UBRABIO, Donizete Tokarski; e o Diretor de Economia e Inteligência Estratégica da UNICA, Luciano Rodrigues.
O Programa Combustível do Futuro foi instituído por meio da Resolução CNPE n0 7, de 20 de abril de 2021. O principal objetivo desse Programa foi propor medidas para incrementar a utilização de combustíveis sustentáveis e de baixa intensidade de carbono, bem como a utilização de tecnologia veicular nacional, com biocombustíveis, com vistas a maior descarbonização da nossa matriz de transporte. A expectativa é que o Programa Combustível do Futuro venha a ser apresentado pelo Governo Federal, na forma de um Projeto de Lei, nos próximos meses.
Importantes temas foram discutidos no Painel, como: os combustíveis de alta octanagem e baixo carbono para o Ciclo Otto; a introdução dos combustíveis sustentáveis de aviação na matriz energética brasileira; a produção, comercialização e uso do diesel renovável; e o marco legal da tecnologia de captura e estocagem de gás carbônico.
Assim, o Brasil seguirá firme, contribuindo de forma significativa para a redução de emissões, ratificando o seu papel de importante liderança na transição energética para uma economia de baixo carbono.
Estado possui 26 plataformas de petróleo inativas em águas rasas a serem descomissionadas nos próximos anos
Além das potencialidades em novos investimentos na exploração e produção de petróleo e gás, Sergipe possui grande potencial no descomissionamento de instalações de petróleo atualmente desativadas. Após desinvestimentos da Petrobras, o estado possui 158 poços offshore (no mar) e 26 plataformas a serem descomissionados, além de 3.263 poços onshore (em terra), com investimentos previstos de mais de R$ 8 bilhões até 2026.
Sobre as oportunidades e potenciais de negócios gerados a partir da remoção das instalações em Sergipe, o Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), reuniu-se com um grupo de consultoria, formado pelas empresas Aurum Energia, Future Tank e Destri Energy, nesta sexta-feira (1º). Participaram ainda da reunião representantes da Receita Federal em Sergipe, da empresa VLI Logística e da Fecomércio.
O secretário executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, destaca os encaminhamentos do Estado para as operações. “Primeiramente, precisarmos analisar o que é viável realizar em Sergipe através do Terminal Marítimo Inácio Barbosa e posteriormente, tendo sinalização positiva, partirmos para adequar nossa legislação para, dessa forma, Sergipe sair na frente na concorrência pelo recebimento desses materiais que serão retirados das plataformas que serão descomissionadas”.
Descomissionamento e oportunidades Após a interrupção definitiva de operações de petróleo em plataformas e poços, o descomissionamento engloba a remoção de instalações, a destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos e ainda a recuperação ambiental da área. Durante a reunião, o grupo de consultores da Aurum Energia, Future Tank e Destri Energy apresentaram possibilidades de contribuições para governos e empresas.
As oportunidades de negócio foram elencadas pelo Presidente da Aurum Energia, e ex-presidente da Petrobras, José Mauro Coelho. “A operação vai precisar desde empresas para fazer a retirada da plataforma; preparação do Porto para receber esse material; empresas para fazer o corte e desmantelamento do material; empresas interessadas em adquirir a sucata; e ainda empresas para fornecimento de alimentação para a operação, ou seja, empresas grandes ou pequenas, de vários segmentos diferentes, podem aproveitar essas oportunidades”.
Para isso, o Estado precisará se preparar, reforça o consultor de Estratégia e Finanças da Future Tank, e ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Guilherme Mercês. “É uma operação relativamente nova e que vai exigir dos estados a preparação para receber essas atividades, tratando da regulação relacionada ao óleo e gás e ao ambiental, e também a legislação tributária para tratar do tema no Brasil. Todo esse arcabouço regulatório e legal terá que ser construído pelo estado que quer atrair esses investimentos”.
Também participou virtualmente da reunião a empresa Destri Energy, através do seu Presidente, Mauro Destri, especialista no tema de Descomissionamento e Desmantelamento, tendo atuado por 30 anos na Petrobras como Gerente de Projetos de Revitalização e Descomissionamento da Bacia de Campos.
Investimentos De acordo com os consultores, o descomissionamento levará a geração de empregos e crescimento econômico. De acordo com o grupo de consultores, o estado de Sergipe possui a 2ª maior previsão de investimentos em descomissionamento do Brasil (R$ 8 bilhões), atrás apenas do Rio de Janeiro (R$ 31,5 bilhões).
Dentre os R$ 8 bilhões previstos para o descomissionamento em Sergipe, mais de 60% deverá ser para abandono permanente de poços (R$ 5,4 bilhões). Os demais investimentos são previstos para desmobilização de unidades de produção (R$ 1,5 bilhão), a remoção de linhas (R$ 0,8 bilhão), a recuperação ambiental (R$ 0,2 bilhão), e a remoção de instalações terrestres (R$ 0,1 bilhão).